Fim de tarde.
(Delasnieve Daspet)




O sol se espreguiça
Sensualmente,
No leito vermelho da tarde,
Não quer deixar os braços de sua amada,
E se estende no horizonte.

E o vento sussurra,
Suave,
No ouvido da noite,
Seu sussurro de amor!

A brisa cantarola,
Ternamente,
Uma melodia aos galhos
Das árvores.
Uma canção de encantamento.

E nessa malemolência da tarde
Que morre lentamente
Em louca paixão as folhas dançam,
À brisa abrasadora,
Uma sensual dança do ventre!

A natureza ri e canta
Sua paixão pela vida.
Flores em profusão
Exalam seus perfumes
No amor que se adivinha no ar!

Brilha a luz do dia,
Em seus últimos raios
Como fios de esperança,
No entardecer!

A brisa que agita a tarde
É como um riso cristalino,
Ou um suspiro de saudade!

O mar se desdobra galante
Abre seus braços em ondas,
Para receber teu corpo
No tempero das espumas!

.
Em grossas gotas, a chuva
Fertiliza o seio da terra.
É a natureza em ebulição,
A vida segue seu caminho....
Tudo é findo...
Só a dor do olhar!
************************************
delasnieve daspet
28-10-2001 19 hs
Campo Grande MS






 



 

 

 
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