Trincheiras.
(Delasnieve Daspet)




Sobre os galhos do salgueiro que há na beira do rio
Pendurei meus sonhos.
A única coisa que guardei foram
As lembranças que não querem me deixar.
Mas eu sou só coração
Se eu me esquecer de ti
Esqueço de viver!


Te perfumei como flor silvestre
Sem me preocupar com a brisa.
Dei tudo.
Fiquei apenas com o esquecimento
E a ingratidão.
Meu amor foi como o anoitecer.
Um quê melancolico.
Um silêncio quebrado pela sinfonia
Das vozes de meu coração!


Que importam as respostas,
Se as perguntas nem foram formuladas?
Somos cacos um do outro.
Particulas incompletas
Esgotadas de nós.


Foi tanto amor!
E hoje a trincheira que nos separa
Esta cada vez mais funda pelos desencantos.
Transbordamos no ódio, no afeto,
Na simbiose que nos tornamos.
Somos a água e óleo,
Juntos - mas jamais se misturam,
Nesta soma de contradições!
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delasnieve daspet
01,18hs 21-12-2001
Campo Grande MS


 

 

 
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