Simplicidade.
(Delasnieve Daspet)




É domingo.
Lá na fazenda o som do sino
chama para o café.
No capelinha - do morro da Teima -
os devotos depositam sua fé!

Um sol dourado - de profunda paz,
e um suave vento sul
encrespa a superfície do Rio Tereré!

No interior da morada -
uma família unida -
senta-se à mesa para o desjejum -
um cão ao lado,
um rádio ligado,
Nasce um poema.

Não importa o que ocorra
-na cidade ou no mundo -
Naquele chão a vida pára!
Existe felicidade na simplicidade...

Para onde foi tudo isso?
Como deixei escapar
os doces momentos vividos?

Tudo perdido nesta planura imensa -
e fiquei só - como o buriti,
num eterno anseio circundada
de plácidas visões!

Os sonhos que tive outrora,
perderam-se na distância!
Eu não quisera morrer,
deixando as mágoas em minh'alma!

Sou pantaneira, sou filha das florestas
virgens do meu Estado.
Longe da cidade, nesta rude habitação,
sinto leve o coração!

Não há mais tempo para errar,
carrego nos olhos a noite e o dia,
sinto n'alma um anseio louco que
exprime em versos os meus segredos.
Preciso voltar.
********************************
delasnieve daspet
às 02,33 hs
de 13 de janeiro de 2.000
Campo Grande MS

música: Los Fronterizos - Los Pastores

 

 
 

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