Poema
(Delasnieve Daspet)




Poetando vou.
Jogo versos sem métrica.
Solfejo em letras.
Sonho ao luar.
Caminho sem horizonte
Buscando o que me resta
No poente - a saudade!

Ah! tempo!
Em tuas fímbrias
O real e o imaginário se confundem.
Uma ode?
Um réquiem?
Um poema?
Um verso?
Ou uma lamentosa nênia ao luar?

Na verdade o tempo
Ameniza a tristeza do poeta
Em doces, suaves e saudosos cantos,
E dá a esta cantante das letras
O tema,
A fantasia,
A solução do teorema.

E o sorriso do sol da manhã,
A ilusão de tudo,
A perspectiva do nada,
O silêncio da prosa,
O êxtase em versos,
A confissão explícita,
Somadas a tristeza natural,
Se transformam em ternos poemas
Que componho para ti!
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delasnieve daspet
Em 09-08-2001 - às 11,15 hs
Campo Grande MS


 



 

 

 
música: Air
 

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