Libélula.
(Delasnieve Daspet)




É primavera.
O alagado agora é relva.
Há vida.

A lua caminha no céu
Cinzento.
No meio da noite
A libélula muda.
Se transforma, sai do casulo.
Cria asa e voa.

Como dói abandonar o seguro.
Tornar-se livre.
Criar asas, voar!

Deixar grudado
No caule do mundo
Tua casca antiga,
Tua vida!

Voar no horizonte,
Sem destino caminhar,
Morrer incandescente
Nos braços do primeiro lampião da rua!
*********************
delasnieve daspet
27-09-2001 - às 08,00 hs.
Campo Grande- MS



 



 

 

 
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