Libélula.
(Delasnieve Daspet)
É primavera.
O alagado agora é relva.
Há vida.
A lua caminha no céu
Cinzento.
No meio da noite
A libélula muda.
Se transforma, sai do casulo.
Cria asa e voa.
Como dói abandonar o seguro.
Tornar-se livre.
Criar asas, voar!
Deixar grudado
No caule do mundo
Tua casca antiga,
Tua vida!
Voar no horizonte,
Sem destino caminhar,
Morrer incandescente
Nos braços do primeiro lampião da rua!
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delasnieve daspet
27-09-2001 - às 08,00 hs.
Campo Grande- MS
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