Dos meus sonhos mortos.
(Delasnieve Daspet)
Habita-me uma imensa ilha solitária
Que povoei de sonhos.
Uns já pereceram.
Queimo incenso em homenagem
Aos meus sonhos mortos.
Morreram inanimados.
Sem quaisquer esperanças.
E eu estava desprevenida...
Eram tão lindos os sonhos
Embalados em celofane
Levaram junto minha alegria,
Toda a ternura de meu olhar.
Sei que outros sonhos virão.
É a morte que torna a vida preciosa.
A perda do sonho
É que faz a vida desejável.
Apagarei a inscrição na lápide
De meus sonhos mortos,
Soltarei todos os amores,
Os trarei de volta à vida,
Como se fossem outros sonhos...
E sonharei novamente!
Manter-me-ei viva.
Serei larva e borboleta.
Sempre de encontro à morte.
Porque a morte é o encontro da vida.
Não é ela quem em levará,
Sou eu quem me deixarei morrer...
Morrerei como um beijo
Em úmida e quente boca,
Tão úmida e tão quente,
Como a mão que afaga e dá esperança,
Afastando os fantasma
Tornando o sonho único e real!
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delasnieve daspet
11 julho de 2001
Campo Grande MS
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