
Já não quero!
(Delasnieve Daspet)
Sempre escrevi.
Sempre tive a alma apaixonada.
Sempre amei muito.
Amo a brisa suave da manhã...
O luar, cor de prata, da noite...
A chuva que cai..
A terra molhada..
O sorriso da criança..
O beija-flor pequenino
que pousa no roseiral...
O por de sol me apaixona...
O temporal me renova...
A ternura de um abraço me fortalece...
Basta imaginar!...
E a imaginação é o amor que tenho
Pelos outros e por mim...
Que me faz viver...
Descanse...de verdade!...
Embora tu não creias,
Não sois mais o objeto dourado
De meus sonhos...
Tenho-te apreço, claro,
Mas não é pra ti
Que escrevo!...
Escrevo-me!....
É!
Escrevo porque gosto...
Respiro, porque quero viver...
Te disse, um dia,
Quando pudesse de novo falar
contigo, era porque
naquele momento,
Já não eras!....
Apenas... particípio passado...
E no passado,
ficou todo o possível....
Nada restando!...
Não te apoquentes, peço-te!
Foi tão curto o idílio,
que na verdade nada sobrou p'ra queimar!..
Não me queiras mal,
Mas não é a ti que escrevo..
Embora penses assim,
Pela forma como agistes comigo...
Não te perturbes mais!
Eu falo do amor universal,
Não do teu amor,
Que não tive e que já não quero,
Aceite isso...
Já não quero!
*************
delasnieve daspet - (luna!!®) 08,06 hs
Campo grande MS, 21 de setembro de 2.000.
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