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Delasnieve Daspet
Reconheço-me real
Do fio de de cabelo tingido
Ao mais inconfessável desejo.
Reconheço-me inteira
Fragilidade e emoções
Aliada a carne, ossos, raiva.
Sou mulher do M da minha mão
Até o fugidío momento do olhar,
Do querer e do oferecer.
Reconheço-me na flor
- Pronta ao cheiro -
No jogo perverso do bem e
Mal me quer.
Reconheço-me utopia,
Tantas vezes ausente,
Quebrando limites do tempo e do amor.
Reconheço-me ventania
Destruindo marasmos,
Limpando verdades,
Agilizando transformações.
Reconheço-me carente
De afagos e reparos.
Reconheço-me frágil,
Vertendo paixão.
Reconheço-me objeto
Manipulada pelo teu querer.
Reconheço-me gente,
Com minha identidade de alma errante.
Conhecendo a minha geografia
Aporto em teu porto.
Reconheço-me eternamente
Adorável, rebelde, indomável,
Sem medo de escuros,
Acreditando sempre,
Que sou fortaleza.
Muralha que apara as flechas
Do cotidiano.
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Delasnieve Daspet
13-09-2002 - 19,00 hs
Campo Grande MS
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