Abrindo o
Jogo!
Delasnieve Daspet
Insustentável.
A idéia era o "para sempre! ".
Mas o lindo riso é morto.
A separação é inevitável.
Nada é fácil neste momento.
Não adianta ser envelhecido,
Nem sempre a rolha guarda um bom vinho.
Maduros ou vividos
A sensação de derrota é a mesma!
Resta juntar os cacos
E informar as vidas que nos cercam,
( Se é que não perceberam! )
Os acontecimentos.
Pegar a caneta e o papel
Fazer quatro colunas,
Débito. Crédito. O teu. O meu.
Na coluna de perdas
O doloroso sabor do definitivo.
Para que sofrermos mais?
É tudo tão desnecessário!
Deixemos a raiva, as emoções de lado
E vamos combinar o adeus!
Vou dizer a nós e a todos
De maneira clara, concisa e direta
O que não quero:
Não quero mais viver uma solidão a dois!
Não somos alienados.
Vamos vencer nossos medos.
A verdade mais dolorosa
Oferece menos perigo.
Anota, abrindo o jogo informo:
Estou fora!
Estou indo em busca de mim.
Que me perdi em mil sonhos.
Vou buscar o que me resta
Na cauda de algum cometa.
Já nada receio.
Já nada tenho a perder.
Já não me interessa o que irão dizer.
Tu, também, não perdes.
E ganharemos de nós o respeito
De sabermos sair no momento certo!
Não tenhamos ilusões.
Vamos segurar o fôlego.
Outros embates virão.
Não nos preocupemos com os filhos
- Eles construirão suas vidas -
Vamos viver o que resta de nós.
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Delasnieve Daspet
01-08-2002 - 08,00 hs
Campo Grande MS.
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