As
Vezes, Entendemos A Vida, Tarde Demais...
Delasnieve Daspet
Meia noite.
Sem sono peguei o carro
Fui dar uma volta.
Não fumo, não bebo, mas adoro a luz da lua
Em meus pensamentos.
Amo o vento batendo
Em meus cabelos,
Acariciando meus lábios,
Aconchegando-me em seus raios.
Acima de tudo gosto de ver as pessoas...
Olho-as... cada uma com uma história,
Um destino, um caminho.
Vejo um velho sentado no banco do jardim,
Parece que chora...
Páro o carro e observo suas faces vincadas,
Tento sorrir dando alento
E me responde um sorriso aberto e franco...
Desço do carro e me disponho a ouvir sua
historia de perdas,
Uma hora, duas horas, não sei....
E vejo que na rua a fome não é o fantasma,
O que pesa é a baixa auto-estima.;
De riqueza as lembranças e as as saudades.
Aquele ser humano com quem converso
Teve seus heróis, seus mitos,
Não chegou a estrela,
Não deixou seu pé no cimento,
Mas, na derradeira hora,
É a lage fria que o cobrirá.
As marcas ficam....
Os sonhos permanecem e nos alentam...
As vezes, entendemos a vida, tarde demais!
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16.04.04.
Campo Grande MS
Delasnieve Daspet
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