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Mortícia,
a Viúva Negra....
Delasnieve Daspet
Quantas vezes, na caminhada
Nos deparamos com situações delicadas,
Inveja, ciúme, rivalidade,
Ou mesmo a mais pura maldade,
Situações que ao pé da letra
Invalidam até mesmo a amizade!
E vamos por aí, ouvindo besteiras,
- (não me furto de usar ) -
Um bom incenso, galho de arruda,
Até mesmo, quem sabe,
Mandar costurar a boca da draga,
Na saloba mais funda...
Existe a crítica sadia que enobrece
Quem recebe e quem faz...
Mas existem as maldosas
De pessoas que julgam ter
Perfume de rosas, mas cheiram pior
Que estercos de currais...
Difícil trabalhar o assunto com humor,
Eu, quase sempre consigo.;
Mas quando a maldade escorrega
Pelo canto dos lábios, maltratando pessoas,
Irrito-me e valho-me da ironia...
Mortícia, tens espelho?!
Se teus dias são de cor cinza,
Parecendo um enorme buraco,
Em forma de " o " enrugado,
Da boca lambuzada de batom barato,
A culpa é só tua...
Não te lamento,
E sorrio ao te ver sempre
Tão só na tua seda preta,
Na boca labareda,
De viúva-negra!
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Em Campo Grande-MS
as 10,00 hs - 16-10-04
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