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Delasnieve Daspet
Sigo, agora, o caminho que me resta
Não mais me encontrarás pela vida
Com endereço determinado,
Sairei pelo mundo, vagando,
Aposentei o CIC e o RG.
Seguirei minha sina,
Cigana errante de tantas vidas,
Estarei em todos os luares,
No pico das montanhas,
Nos amanheceres.
Serei o cantar da sururina,
Cada estrela que brilha
Iluminando regato que atravessa a colina.
Cassei minha voz...
Não espere ouvir-me de novo,
Tentarei recomeçar com sorriso.
Mas...levo o violão como escudo
Não te preocupes comigo.
E quando eu escurecer,
Quando não mais me enxergar
Sinta no céu a centelha
Da estrela verde que brilha
Em sinal do meu adeus!
E não me pergunte mais nada...
Quero olvidar de tudo,
Não sei se existi, se vivi,
Pois nem do tempo lembro...
A dúvida, matei-a, na garganta
Fechei-me à qualquer discussão.
Sou passado, fui futuro...
Já fui começo, meio e fim...
Hoje apenas vago e divago...
Fui um sonho, hoje nem sonho!
Lembra?....
Será que alguém lembra?!
12.12.04
Campo Grande MS |