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Tão Medíocre...Tão Banal!...
Delasnieve Daspet
Agredindo, correndo, caindo, levantando,
Fugindo da multidão ou de nós mesmos,
Em protesto.
Testemunhando nossos sofrimentos,
Seguimos, como telas vivas invadindo o mundo.
É o que somos:
Uma grande tela no Universo!
Guernica de Picasso denuncia
A brutalidade de um século.
A agressividade que nos sufoca,
O dia a dia das cidades,
A luta pela sobrevivência,
A fome, o medo, o desemprego,
Tudo ainda tão igual
Como na arte de Rafael Conogar.
Somos espectadores da agressão
Que nos atinge em todos os instantes...
Como Andy Warhol, massificamos a violência,
Que nos assola e reprime.
Sobra a sensação de que perdemos tudo!
Sentimos medo de andar nas ruas.
Já não podemos olhar crianças, jovens,
Velhos ou adultos...
Quem estará atrás daquele par de olhos
Acima de qualquer suspeita?
É normal o anormal.... Lemos nos jornais
Matar pais, avós, violentar crianças,
Agredir jovens, roubar, enganar..
Sem idéias.
Com ação.
Fugas, seqüestros, violências,
Somos naturalmente agressivos,
Violentos na essência...
Mas tudo é tão superficial
Que nos esquecemos
No segundo adiante...
Tudo é tão medíocre,
Tão banal!...
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Delasnieve Daspet
08.09.03 - 22,00 hs
Campo Grande MS
música: Concerto
para uma
voz
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