Salgueiro Triste
Delasnieve Daspet
Olho com avidez o sol.
Danço na escuridão.
E, abraçando a negritude da noite, busco a luz.
Noite, mostre-se!
Traga teu fogo, pois vago no teu desejo.
Traga-me tua carne pois anseio pelos
beijos que sorvem a liquidez de
minh´alma.
Estou debaixo das asas do salgueiro.
Salgueiro triste e
chorão...
Nos teus galhos balancei a alegria
De minha meninice,
Sonhava e sorria....
Hoje, me embala a nostalgia...
O poeta pode
ser perigoso.
Perigoso e imprevisível,
Pois ele pode chocar como
Uma
forte tempestade,
Ou pode chorar como um salgueiro triste!
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Delasnieve Daspet
13-04-04
Campo Grande
MS
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