Saga.
Delasnieve Daspet


Nem o ar se respirava.
Estava sufocado,
Como que com um pano na garganta.
Amedrontei-me com o silêncio.
Tão quieto e mudo o tempo
Que me encolhi,
Dobrei-me em mim.

Aconcheguei-me na escuridão.
Fiquei na companhia do nada.
É esta a minha saga.

Sou poeira do universo.
Com palavras que morrem com a carne.
Sou ferida.Orgulho. Desesperança.
De dia eclipso o sol.
De noite escureço a lua.

Sou porta fechada.
Um templo em ruína.
Árvore que verga com o vento.
O sonho desfeito.
A amargura que maldigo,
O riso da dor maior -
Caminhante solidão!
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Delasnie Daspet
16-05-2002 - 24,00 hs
Campo Grande MS


 


 

 

 

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