...De Amélia à Maria...
Delasnieve Daspet
Mudaram
os tempos.
Mudou a mulher.
Até pouco tempo a mulher era o lar.
Seu
prazer e objetivo era proporcionar
o equilíbrio à família.
Ela era o
esteio. Carregava a
casa nas costas, calada.
Um porto certo e seguro
onde se
voltava ao final da jornada.
Parecia uma alienada,
mas
cuidava tudo
da economia à saúde de todos.
E todos viviam...
Hoje a mulher conquista espaços
cada vez maiores.
Descobriu-se
profissional por
necessidade e vontade.
A sua contribuição no lar
e
na sociedade é cada
vez maior e mais importante.
Mas em todas as
conquistas
a mulher de ontem e de hoje
continua enfrentando desafios
e sérias questões pelo acúmulo
de funções e atividades.
Ela já
não tem tempo.
Chega no final do dia cansada.
O dinheiro é escasso.
Parceiro, idem.
E desdobra-se em dez para tudo fazer.
Em todas
as coisas visa a qualidade
que exige de si. Como ser perfeita
no
exercício de tantos papéis?
As Amélias - cantadas pelos poetas
cederam seus lugares às Marias...
Àquela que é a força que alenta.
Que vence limites,
que derruba fronteiras,
que merece amar e ser
amada
como outra qualquer.
Maria ou Amélia
solitárias mulheres,
que cuidam de todos,
e que morrem sozinhas,
pois não há quem cuide
delas.
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Delasnieve Daspet
08-03-03 - 12,30 hs
Campo Grande MS
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