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Columbia, a última odisséia.
Delasnieve Daspet
É próprio do homem querer vencer.
Vencer a vida, o tempo, o espaço. Vencer-se. Quer por o Universo a
seus pés.
E o Universo não se dobra. De tempos em tempos somos
lembrados De quem, na verdade, manda.
E na terra azul, de tanta água
poluída, de tanta mata queimada, de tanta gente sofrida, de famintos
de toda ordem, de eminência de guerras, viu-se a enorme estrela.
Uma estrela brilhante, de veloz fogo, tomou conta dos que
queriam tomar. Espalharam-se pelo ar, partículas de pessoas
desintegradas, de latas retorcidas.
E sobre o Texas americano,
sete almas nem pousaram, continuaram voando, átomos, integraram o ar
que respiramos.
Não passamos disso: pó cósmico! E dia menos dias
voltamos ao que somos, e nos pedaços do Columbia o segredo da tragédia.
Falha humana? Fora de curso? E os projetos de uma estação
marciana? Japão, Canadá, Rússia se retraem... Quem sabe não seja um
sinal?
Interrogar a Terra sobre este tremendo grito de protesto
de vidas que se perdem é a grande questão. _________________________
Delasnieve Daspet 03-02-03 21, hs Campo Grande MS
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