Delasnieve Daspet
Em todos os lugares verás um cruz.
Ao invés de uma presença sagrada
nas casas, escolas, fóruns, repartições,
bolsas, nas igrejas, estradas,
a cruz, como enfeite, é usada.
A nossa cruz está no cotidiano:
cada vez se transmite menos ensinamentos;
cada vez o trânsito mata mais;
cada vez menos justiça;
cada vez mais violência,
fortes engolindo os fracos,
corrupção total e irrestrita...
Na casa, também, a cruz nada significa,
a menos se for um pedido urgente.
Fora isso é apenas mais um amuleto.
Mas existe uma cruz não visível,
presente no dia a dia,
em nossas experiências e pensamentos.
Por vezes é leve e não incomoda.
Noutras de tão pesada é insuportável,
provocando insatisfação, ansiedade e revolta.
Alguns buscam escapar esquecendo
que ela faz parte de nossa vida
e que precisa de respeito e fé.
Mesmo que a cruz seja pesada e dolorida
ela deve ser sempre um desafio,
não adianta esconder ou fugir.
Ao frágil será um peso,
uma derrota para quem não luta
e se esconde na desesperança.
Por um mundo solidário,
onde a paz e o respeito seja um bem comum,
um homem se imolou na cruz.
Por nós, ele não teve desanimo,
não olhou o preço do renascimento,
ou o sofrimento que lhe caberia...
Todos os momentos nos crucificamos
a prova do seu Amor!
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Delasnieve Daspet
10-04-03
Campo Grande MS