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Delasnieve
Daspet
Advogados. Juizes. Cidadãos.
Tríade com vínculos.
Essenciais ao convício social.
Elo de paz.
Mas - a justiça - cadê?
Nossas leis processuais são
Por demais formalistas,
Permitem ao sem-razão
O retardamento, o arrastar
Doloroso do feito,
Por anos a fio!
Faltam juízes.
O magistrado com processos tantos
Que o tornam lento.
É além de humano aplicar a
Tutela jurisdicional
Aos que dela necessitam.
O advogado - pobre coitado,
Fica entre o fogo cruzado,
De um lado a medieval e lenta justiça
De outro - o cliente - afoito e cego,
Que imputa ao infeliz toda sorte de desdita,
A responsabilidade da demora,
Do insucesso e de suas frustrações!
Ninguém lembra,
( Aliás, nem sabem! ),
Das longas horas que o pobre
Dispensou ouvindo as angústias e sofrimentos
Mesmo os que nada tem de conexo
Com a pendenga!
Não procuram saber - e, nem querem
Do esmero do advogado
Que transforma em peça literária
- Até mesmo num teatro -
As vulgaridades humanas narradas à sua mesa!
Ninguém sequer levanta os olhos
A este combalido profissional.
Que é o instrumento de pressão
Entre a causa, o cidadão e o judiciário!
Dá-se razão ao cidadão
Que quer resposta rápida ao seu direito.
Tem sempre razão o juiz
Que não julga por excesso de processo...
E ao advogado fantasma da ópera,
Mas que também come, tem família, tem de viver
Quem dará razão?
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delasnieve daspet
11,00 hs do 25 junho de 2001
Campo Grande MS
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