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(Pra Índia , Minha Amiga, meu sempre carinho)
Quando um sentir se aconchega...
E a um rabiscar de linhas eu me entrego...
É certo a calmaria mesmo em plena tormenta
Pois tem dia de nostalgia
Outros de sonhar bobagens
Há também a fantasia
De que esta não é minha realidade...
Uma certa chegança ao deixa pra lá e não te
desgastes tanto
Mais um tantinho de é desse jeito que vou
levando...
E ainda sobra no peito uma saudade...
Daquelas ficou tatuada cheinha de lembranças...
D'um jeito de viver bem diferente
Do cheiro e gosto de outras gentes...
Daquele prazer que se sente ao encontrar os
amigos
Os olhares os sorrisos...
Um bate papo gostoso um abraço aconchegante
Um tal de tentar esquecer tristezas ou um mal
querer...
Depois retorno pra mim revendo o que tenho enfim
Somando então prós e contras o saldo ainda é
folgado
Naquilo que é mais sagrado...
Seja o momento qual for se existir amor...
Do resto a gente dá conta
E é assim que vou seguindo mesmo aos trancos e
barrancos.
LianeNiremberg
maio de 2004
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