De repentes... e repentes


Vilma Duarte



Por que o tal repentista
Só pode ser do nordeste
Sou mineira e de Araxá
No improviso pra rimar
Eu viro o cabra da peste
Co'essa veia anarquista
Carregando a mineirice
Na bagagem da alegria
Fui cantar os parabéns
Pra Maytê querer-bem
E para Sampa também
Em festa do bis-poesia
E era gente importante
Ornando o dia-de-gala
Se não cito o seu nome
Asseguro-lhe o renome
Não os sei todos de fala
Mas amizade os garante
Estava a Silvana Duboc
Do Chuí ao Oiapoque
A bem amada e tão lida
Luna lá de Mato Grosso
Pra versejar um colosso
Juntou-nos tribo querida
Beth e Lu quente ternura
Caio Lucas o cavalheiro
Ivan Machado escudeiro
Co'as damas doce finura
Mais outro Ivan educado
Cleusa o amor adocicado
Hugo Leal novo chegado
Ester gentileza em fartura
Deixo escrito o chamego
Pra boa Arlinda Lamego
E todos no meu coração
Ficam aqui esses versos
Novos amores diversos
Cantando minha canção


 

 

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