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(Carvalho Branco)
Tão suscinta, tão fria...
Lá fora, a chuva que bate
na vidraça da janela...
Na máquina, automatismo...
Sinal dos tempos, realismo?...
Busquei teu cantar de cotovia,
mas... como chuva na pinguela,
minh'alma chuvisca, chora:
só encontrei teu remate
na minha pequena tela...
e eu lia e relia,
buscando, nas entrelinhas,
saber que tu advinhas
a tristeza que me aflora,
a dor que me vai na alma
e - por que não? - o trauma
pelo teu distanciamento...
Perdôa-me meu ai, meu lamento!...
É isso aí, amiga, é o que sinto lendo tuas
reduzidas palavras.
Luz, Paz e Amor.
De coração,
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