Incomensurável.
(Delasnieve Daspet)
Madrugada.
Ouço todos os barulhos da noite.
Até de minh'alma
Ouço os passos...
Longe uma coruja pia.
Em minhas lembranças
Ouço o mar
O vai e vem das ondas
Batendo nas pedras...
O mar e minh'alma.
Duas semelhanças.
De textura.
De vazio.
De dimensão incomensurável!
Minh'alma marulha em ondas.
O mar guarda o vazio do imponderável.
Mas não se desgastam,
São eternas!
O mar.
A alma.
Grandezas imperceptíveis.
Inalcansáveis.
Só com sentimentos as tocamos.
Compreende-las -
Só com a emoção.
Pois ambas - Mar e Alma
Anulam nossas inteligências
E nos reduzem a insignificância
Do nada!
A incomprensão cresce em nós.
Alma e o Mar
Abrem espaço ao ritual.
Ritual do desconhecido,
Da indefinição das formas,
Da infinidade de cores,
Da falta da fé,
Da fragilidade do homem
Diante do incomensurável!
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delasnieve daspet
26 de julho de 2001 - 14,00 hs
Campo Grande MS
Grita a alma
ao eco do infinito oceano,
um grito profundo, com calma
como o conhecimento cigano.
Dista a vista da vida
em sua essência intensa
deixa esta emoção contida
se livrar de toda a ofensa
Olho a tarde que cai
e busco nas espumas de sal
assim como destro samurai
da vida, sua força integral.
Se tenho o vazio em minha mente
é por que busco em mim o silêncio
pois a mente sempre mente
indomável como potro bravio.
E quando a tristeza me bate
repito solene o refrão
sou filho natural de minha arte
e busco alegria no coração.
©Rick Steindorfer
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