(Delasnieve
Daspet)
É noite agora.
E a saudade me chega
No corpo e na alma.
No teu lugar apenas o vazio
De movimento e vozes
Que só podem ser teus!
Entre mentiras e sonhos
Foi-se o sono.
Esvai-se a bruma.
Apagam-se as luzes das estrelas.
A lua baixa pra seu sono de paz.
Nasce o dia.
E eu fiquei na espera.
De um abraço ilusório.
De um sorriso largo.
De um olhar terno.
Um murmúrio do vento
Chamando um nome -
O meu!
Quantas noites não dormi!
Passei-as chorando.
Lágrimas secas
Do vazio da tua ausência!
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delasnieve daspet
02,00 hs de 23-04-2001
Campo Grande MS
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Recomeço
(Carvalho Branco)
No silêncio da noite,
perdido na distância,
tendo a saudade como açoite,
relembro-te, minha infância
do amor... Quanta paixão!...
Perdida está, também, do tempo, a noção...
No meu corpo, cicatrizes da vida...
Na alma, a dor desta saudade...
A meu ouvido, tua voz querida...
Em meu olhar, gravada está a tua imagem...
Em minha pele, guardado,
o calor de teu corpo perfumado...
Pela brisa fresca que passava,
mandei-te sempre minha mensagem:
mandei dizer o quanto ainda te amava,
que meu abraço fora amor de verdade,
que meu sorriso anda à procura
de teu olhar de ternura!...
Noites em claro, chorando?...
E eu aqui, murmurando
teu doce nome,
sofrendo de sede e de fome
desse teu grande desejo...
Deste meu amor, não tenho pejo!
Se apenas está nascendo o dia,
ainda é possível haver tempo...
de trocar silêncio por poesia,
de mudar o pranto em alegria,
de viajar com o vento
e adormecer ao abrigo de teus abraços,
nunca mais deitar ao relento,
ocupando, na cama, nós, só um, não dois espaços!...
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