Quando quero falar, me calo!
Desta forma, vivo falando o que não devo.
E
sem saber nunca o que não digo.
Ouve!
Ouve o rumurejar da aurora
Que
chega cintilante num novo dia;
Eu
- de passagem, ainda sem
Saber o que a vida me reserva!
Viver nesta esfera azul.
Neste recanto sem igual no planeta.
Nesta terra de mistérios e encantos.
Em
meio a tantas flores e fauna
Com
pântanos repletos de lagoas,
Animais de todas as espécies,
Aves de todas as cores.
Não
ajuda!
Vivo arisca como a meiga corça,
No
verdume dos pastos
Será que um dia descobrirei a certeza?
Ou
vagarei, apenas
Como um galho seco
Que
desce o rio,
Cometa perdido...?
Ouve!
Quando quero falar, me calo.
Leia nas entrelinhas
Do
que não foi dito.
Escuta!
Minha voz é o lamento
Que
chora tão longa espera,
Quando quero falar, eu calo!
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Delasnieve Daspet
15-07-2002 22,20 hs
Campo Grande MS