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Noites de
Silêncio!
Delasnieve Daspet
Silêncio!
Todos os segredos da noite
São meus.
Fito imóvel o passear do silêncio.
Tudo tão quieto no mundo em que vivo.
Tudo tão mudo na mudez que é minha.
A metade do mundo dorme.
Só meus olhos abertos fitam
A escuridão indizivel!
Penso:
Existirá outro alguém
Que como eu espera a sua estrela,
Dentro de sua própria noite?!
Noite tão escura.
Tão densa.
Tão negra bruma.
Sem olhares.
Sem pensamento.
Sem verdades.
Sem mentiras.
Ôcas.
Sem vida.
Uma nuvem passa ao longe lentamente.
Sílfides cuidam dos barulhos das matas.
Netumo segura as ondas.
Não há marulhar.
Iara mãe d'água segura o boto
Que não se faz homem.
Nenhum barulho,
Apenas o vazio.
E eu, ridiculamente só,
Na amplidão do universo,
Na madrugada me entrego
Ao devaneio e a saudade
Do sonho já perdido!
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delasnieve daspet
09-12-2001 - 13,00 hs
Campo Grande MS
Males do
Mundo
teu versátil modo, perdulário,
é maravilha de vocabulário
cujo lirismo jamais possuirei.
Os meus poemas simples, são apenas
palavras minhas, e nem sempre serenas.
Talvez inveje a tua verve, sim, não sei.
Sei que gosto de ler e usufruo
da tua veia artística, amuo;
pretendendo alcançar o pedestal.
Escreve poeta, para que eu aprenda
seguindo a sombra, pela tua senda.
Corrige-me, poeta, se andar mal!
Ensina a ver pelos olhos d'alguém
cuja poesia sempre se mantém
à tona, se o navio naufragar.
Diz-me poeta, como discernir...
Males do mundo... como me evadir
se os olhos nublam e teimam em chorar?
3/02/2003
Laura B. Martins
laurabmartins@netvisao.pt
Soc. Port. Autores n.º 20958
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