Sou Assim.

Delasnieve Daspet



Na verdade gosto de delicadeza.
De falar no ouvido,
de dançar na penumbra, coladinho.
Chamapgne borbulhando,
De dizer o não dito,
Apenas sugerindo.

Minhas ousadias - se existem -
Camuflam-na a timidez
Num sorriso,
Num olhar,
Num leve aperto de mão.

Estou sempre
No meio de flores, de aromas,
Nos braços de um abraço que
Me consome a saudade.

Sou assim,
Só melodia,
Em poesia,
Na noite e de dia.
Uma pausa. Um hiato.
Apenas um sonho,
Nada mais!
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Delasnieve Daspet
às 12,55 - 02-06-2002
Campo Grande MS






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Sentir Com Ternura
 
Jan Muá
 
Começar por descobrir quando não há emoção
No olhar das formas silenciosas sem voz
 
Começar por descobrir a ocupação de espaços
Submissos sem protestos
E as luzes baças sem brilho na origem
 
Descobrir o silêncio da paz
Junto com a tranqüilidade concedida ao acaso
 
Sentir os diferentes mundos na solidão
E o “outro”
Só alteridade
Estampado no rosto das coisas
 
Adivinhar os lances sem diálogo e sem voz
Enternecer-se com o nascer de uma disposição
Que vai se tornando presença aos poucos
E olhar dentro dela os detalhes traduzidos em  imagens fraternas
 
Trazer o mundo ao convívio solidário
Traçando atalhos de diálogos
Nos territórios livres do ser
 
Criar movimentos e intersecções
Nos olhares vivos dos sorrisos
Que se abrem nos rostos
 
Não desprezar os movimentos absurdos  no trânsito
Gerido por neurônios dispersos em pistas abertas
Às múltiplas direções
 
Esperar a rolagem do tempo
Mantendo-se ligado entre emoções
E razões
 
Criar olhos poéticos para  que na permanente luz
Se possa olhar sempre em cada coisa
O novo que a cada instante nasce!

 

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Continue  Assim
 

Eron Vidal de Freitas Freitas

 
Se você =ão fosse assim,
seria insossa, =em graça...
Você é =inha cachaça,
tira-gosto de =lfenim !
 
Quanto mais o =empo passa,
me atrai seu =eito morno;
Você é =eita da massa
que faço o =ão no meu forno!
 
Meu =oração dói, reclama
porque não =enho você...
Só fico bom =e na cama,
me ensina o =nbsp;seu a  b, c !
 
Comande bem minha vela,
pro barco =ão se perder,
Tenho medo da procela,
é melhor nos = esconder!
 
Debaixo da cachoeira,
longe do vento = infernal,
deito você =uma esteira,
juro, não =aço besteira,
pois respeito =  vendaval.
 
Mas, se você =e tentar,
eu dou uma de Pilatos,
lavo as =ãos, sem enxugar,
não =espondo por meus atos!



 


música: Cannon

 

 
 
 
 


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