Outono. Páscoa. Renascer.
Delasnieve Daspet
Estamos no outono.
O chão está
coberto de folhas amarelecidas.
Mortas.
Mas não se pode deixar de
admirar a vida.
A beleza das flores.
A alegria dos pássaros.
Há
cantos alegres.
Há cantos tristes.
Cantos com marcas de dor
Como se
fora uma cicatriz.
Decepções nos erros que nos fizeram...
Não se
pode ignorá-los.
A partir deles traçamos
Uma nova vida.
O outono
marca o início do renascimento.
O reino vegetal se renova.
Derruba suas
folhas mortas
Que adubarão e farão vidas
Ressurgirem sobre a Terra.
É o ciclo.
É assim a Páscoa.
E uma festa que se faz
A um
homem que muito nos amou.
Amou tanto que não mediu as conseqüências.
Morreu para nos fazer felizes.
Para nosso renascimento!
Assumiu
nossas angústias.
Nossa dor. Nossos sofrimentos.
Nossas limitações.
Sentiu fome. Sede. Frio.
Chorou!
Foi caluniado. Perseguido.
Crucificado.
Mas não se abateu.
Não deixou de nos amar.
Não
levou em conta nossa pouca fé.
Nossa ingratidão.
Não esperou
retribuição.
Apenas amou.
E nos amando solidarizou-se com
Nossas
tristezas e imperfeições...!
Essa é a lição:
Amarmo-nos!
Pois
quem ama tudo faz para ver o outro feliz,
Libertando do que escraviza: a
opressão.
Vamos revisar nossa vida
E sermos gratos por podermos
Renascer a cada Páscoa.
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Delasnieve
Daspet
17,30 hs - 24-03-2002
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