Olá, Magno!

 Delasnieve Daspet

 

   Recebi uma carta tua. Que bela e longa carta escrevestes. Mas a Bruna merecia isto de ti ? Merecia esta covardia latente em tuas palavras?

     Dizes: que foges, sofres, mentes... Sempre à espera de encontrar a paz.. E pergunta qual o preço dessa paz? Dizes que não queres viver de arrependimentos... Mas afirmas que tem tanto a esquecer! Perguntas como apagar um sonho quase real? e terminas dizendo que as palavras ditas continuam verdadeiras...que foram sentidas e vividas..que cada frase foi um segundo vivido deste sentimento e que cada sentimento foi vivido como nenhum outro... Tão confuso Magno!  É! recebi a tua carta, sim!

    Mas tu não sabes quem sou... Mas eu sei quem és!  Sei que amas! Que sois amado, muito amado! Diga-me, Magno, enterrar a cabeça num buraco e ficar com a bunda de fora, vai resolver?

     Meu desconhecido amigo - a fuga - nunca foi alento!
A covardia, não é o caminho... Se amas, sabe que sois amado! Na tua carta dizes que buscava o amor - diga-me - porque agora tua corrida contra o vento ??

     Vá! vá em frente! vá de peito aberto. Entrega-te às delícias do amor. Entrega-te ao êxtase.  Porque depois se não fôr, terás em ti, ao menos, o consolo da lembrança.  Amigo, não fuja! Encare! Ganhe!

Um abraço

delasnieve daspet

CGrande/MS, outubro.2000

 

 

música: Distância

 

 
 
 
 


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